Plantio

  • 01/03/2016
  • Otimização da pastagem



Plantio a lanço:

O sistema de plantio (semeadura) a lanço é o mais utilizado entre os pecuaristas brasileiros. Este tipo de semeadura é feito normalmente com equipamentos de distribuição de calcário.

A preocupação neste sistema é fazer com que ele seja homogêneo, para não haver falhas de emergência na área. Após o plantio, é necessário passar um rolo compactador para uma leve incorporação das sementes, fazendo com que elas tenham maior contato com o solo e maior absorção de umidade.

Plantio com matraca ou manual:

Trata-se de um plantio realizado com um equipamento utilizado há muitos anos para semeadura “manual”, onde a operação de semeadura é feita por uma pessoa e a distribuição das sementes é feita de “cova em cova”. É um sistema muito utilizado em áreas com alto declive e de difícil acesso com maquinas. Este tipo de semeadura é feito com espaçamento de aproximadamente 50 cm entre linhas e 20 cm entre covas. É necessário lembrar que, ao optar por plantio com matraca, é necessário soldar uma chapa horizontal distante 2 cm da “boca” para evitar o aprofundamento excessivo das sementes.

Plantio mecanizado  ou em linha:

Neste sistema é possível utilizar várias máquinas para fazer o plantio, como a semeadeira, a “plantadeira” de cereais, entre outras. Este método é bastante utilizado, pois a regulagem do equipamento permite maior precisão na distribuição da semente. O espaçamento deve ser de 60 cm entre linhas e profundidade de, no máximo, 2 cm para as Brachiarias e 1 cm para os Panicums.

Se, após o plantio, as sementes não forem devidamente incorporadas ao solo (ficando expostas), utilize grade niveladora fechada (onde os discos fiquem em posição paralela) somente para efetuar uma leve cobertura ou faça uma compactação com rolo compactador.

Fatores que comprometem o plantio

  • Não aguardar o período de descanso do solo após o preparo, possibilitando a ocorrência da fermentação da matéria orgânica. Durante este processo de fermentação ocorre um aumento de temperatura do solo que acarreta na “queima” no sistema radicular da planta, diminuindo a porcentagem de germinação.
  • Uso de menor quantidade de sementes por área do que a recomendada para cada espécie.
  • Uso de equipamentos em má conservação, equipamentos inadequados para o tipo de plantio ou equipamentos mal regulados.
  • Plantio “semeadura” muito profundo.
  • Plantio sem incorporação ou plantio muito superficial.
  • Plantio com solo úmido e, após a semeadura, ocorrência de um longo período de estiagem.
  • Ataque de insetos (lagartas, gafanhotos, cupins e formigas), aves e roedores.
  • Utilização de adubos nitrogenados e potássicos durante a semeadura, junto com a semente. Isto não deve ser feito porque esta mistura acarreta na diminuição da germinação, causando danos ao coleóptilo (parte da semente responsável pela emissão das primeiras folhas).
  • Ocorrência de temperaturas altas durante o dia e baixas temperaturas noturnas. Estas mudanças bruscas de temperatura podem ocasionar diminuição na germinação e posterior emergência.
  • Armazenamento em locais sem ventilação, com altas temperaturas e alta umidade relativa do ar.
  • Semeadura do campo com sementes de baixa qualidade, sem vigor e com baixos índices de germinação e pureza.

 

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