Métodos de manejo de pastagem podem colaborar para o aumento de produtividade

Métodos de manejo de pastagem podem colaborar para o aumento de produtividade

Entre os dias 23 e 25 de Março foi realizado o 3º Curso de Melhoramento Genético de Bovinos de Corte, no centro de pesquisa da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS).

O tema abordado na palestra “Estratégias alimentares para aumento da produtividade da bovinocultura de corte através de melhoramento e manejo de pastagens”, dessa 3ª edição, foi como melhorar pastagens e aumentar a produtividade bovina através de técnicas que não necessitam de grandes investimentos, tais como ajuste de carga, adubação e rotação de potreiros.

Para o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Carlos Nabinger, o ajuste de carga seria ideal, pois através dele é possível dobrar a produção animal por hectare, além de sua produção individual. Dentre outros benefícios, Nabinger também cita que “Esse ajuste da carga, para colher apenas 30 ou 40% do pasto produzido, resulta em melhoria da condição dele no sentido de aproveitar melhor a radiação incidente e a condição de absorção de água e nutrientes”.

Segundo o professor “o produtor deve ajustar a carga para uma oferta que represente 12% do peso vivo ofertado, como forragem em base seca aos animais. Isso pode parecer um desperdício de forragem, já que o animal tem capacidade de ingestão de 3% do seu peso vivo por dia, mas faz com que sobre mais forragem no campo. Essa forragem é composta de folhas, fonte de capitação de luz solar. Com isso, o pasto passa a crescer mais”.

Entretanto, há de se ter um cuidado especial, pois com este método sobram as espécies menos preferidas pelos animais, como o capim daninha e barba de bode, sendo necessário a troca de forragem em alguns períodos do ano, a fim de que os animais alimentem-se das touceiras.

Além deste método, existem outros recursos para que se aumente a produtividade por área, como por exemplo, retirar os animais de alguns potreiros em certas épocas do ano, destinar alguns desses potreiros à adubação e agregar outras espécies ao campo nativo.

“Essas espécies são geralmente exóticas, mas têm uma boa adaptação. Isso desde que o solo seja corrigido na questão da fertilidade. Nessas condições, pode-se ter potreiros produzindo mais de 700 ou 800 quilos de peso por hectare ao ano”, finaliza Carlos.

Fonte: Portal do Agronegócio.